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ORIGEM DO NOME INDAIATUBA




O nome Indaiatuba é uma junção de dois termos da língua tupi-guarani: indaiá, que designa um tipo de palmeira, e tuba, que equivale a grande quantidade, muito. Portanto, Indaiatuba vem a significar muitos indaiás, local abundante em indaiás. É certo que a denominação se prendeu às características da paisagem e da vegetação da localidade, hoje já alteradas.

   A denominação Indaiatuba tornou-se oficial em 1.830, embora haja notícias de que tenha sido utilizada anteriormente. A existência marcante de palmeiras do tipo indaiá, carregadas de pequenos cocos, fez com que Indaiatuba tivesse recebido, entre meados do século XVIII e início do XIX, a denominação Cocais.

   O povoado que deu origem ao município teria recebido primeiramente o nome de Votura, designação do ribeirão cuja foz era próxima ao local da povoação. O padre Armando Cardoso, pesquisador da língua tupi-guarani, acrescenta novos elementos à questão, ao afirmar que o local onde o povoado se constituiu era conhecido como Ibituri, nome supostamente atribuído "pelos índios antigos que moravam no vale, antes de escravizados pelos colonos". Ibituri (ou Ybytyry) em tupi-guarani significaria água ou rio do monte.

   A povoação, propriamente, teria recebido, portanto, de forma comprovada, as seguintes denominações sucessivas: Votura, provavelmente uma corruptela do vocábulo indígena Ibituri (do início da povoação até a primeira metade do século XVIII); Cocais (segunda metade do século XVIII a início do XIX); Indaiatuba (1.830 em diante).

ASPECTOS FÍSICOS
   Área: 297 KM2, sendo 153 KM2 de perímetro urbano e 144 KM2 de perímetro rural. .

   Localização: O município de Indaiatuba está situado na região sudoeste do Estado de São Paulo, pertencendo à região administrativa de Campinas. Apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 23º05" de latitude e 47º13" de longitude. Dista 99 km de São Paulo, 22 km de Campinas e 24 km de Itu. Faz limites ao norte com Monte Mor e Campinas; ao Sul, com Salto e Itu; ao leste, com Itupeva e a oeste, com Elias Fausto.

   Nível do mar: 620 metros de altitude. .

   Hidrografia: Rios Jundiaí, Piraí e Capivari-Mirim; Córrego Barnabé, Córrego Barrinha, Ri-beirão Santa Rita, Ribeirão da Grama, Córrego Cachoeira, Córrego Brejão, Ribeirão Buru e Córrego Mato Dentro. .

   Clima: temperatura média anual: 22º C, o clima é temperado, de inverno seco e verão chuvoso. Os ventos predominantes são sul, seco e frio, e o noroeste, portador de chuvas. .

   Umidade relativa do ar: entre 60 e 80%..

   Índice pluviométrico: média anual entre 1.110 e 1.300 mm; 30 mm no mês mais seco e 300 mm no mais chuvoso. .

   Relevo: dominantes as formas de planície aluvial, colinas, morros e morrotes.


POPULAÇÃO
1.830 - c.2.026 habitantes (não incluída a população escrava; apenas 142 habitantes moravam na sede da Freguesia).
1.872 - 3.749 habitantes (sendo 1.689 escravos)
1.880 - a partir dessa data, presença de inúmeros imigrantes, sobretudo alemães, suíços e ita-lianos.
1.920 - 7.070 habitantes
1.940 - 10.290 habitantes (desde 1935, presença significativa de japoneses)
1.950 - 11.253 habitantes
1.960 - 19.697 habitantes
1.970 - 30.556 habitantes
1.980 - 56.237 habitantes
1.984 - 80.000 habitantes
1.991 - c.105.000 habitantes
1.996 - c.122.136 habitantes
1.997 - 150.000 habitantes (estimativa)
1.999 - 160.000 habitantes (estimativa)

POVOAÇÃO INICIAL
   No que diz respeito à constituição do município, o caminho foi aberto decididamente no século XIX: em 1830, Indaiatuba tornou-se Freguesia da Vila de Itu, e em 1859, foi elevada à categoria de Vila. Já a data de fundação do povoado original é incerta. A tradição oral estabelece que a povoação foi fundada em fins do século XVII, por José da Costa, que teria edificado uma capela de madeira junto ao Rio Jundiaí, próximo à foz do Ribeirão Votura (atual Córrego do Caldeira) também conhecido como Córrego Barnabé ou Bela Vista). O povoado teria se iniciado em torno da capela.

   O pesquisador Francisco Nardy Filho dá uma dimensão lendária para a ereção da capela: José da Costa, após procurar uma novilha na região "que ia dos campos do pai Pirá até o Rio Tietê", cansado de um dia de andanças, teria resolvido matar a sede no Ribeirão Votura e inesperadamente ali encontrando uma imagem de Nossa Senhora da Candelária; com a imagem nas mãos, teria feito uma prece e, quase que de imediato, encontrado o animal perdido, como por efeito de um milagre". A este acontecimento estaria relacionada à construção da capela.

   O pesquisador Scyllas Leite de Sampaio entende que José da Costa teria sido um dos herdeiros de Domingos Fernandes, por sua vez fundador de Itu. Isso justificaria não só a sua presença nas terras que dariam origem ao povoado de Votura, como também a posse destas mesmas terras, e até mesmo a ereção de uma capela em devoção à Nossa Senhora da Candelária (uma espécie de homenagem a Domingos Fernandes, que em 1610 erigiu em Itu - então Ütu-Guassu - uma capela sob a mesma invocação).

   Por volta de 1740, os habitantes da povoação original, pouso habitual de tropeiros, teriam se transferido para uma área de terras devolutas existente entre duas sesmarias, a aproximada-mente seis quilômetros de distância, na direção de Campinas. A transferência teria sido motivada por uma violenta epidemia de varíola, relacionada, pelos moradores, à insalubridade do local.

   A história subseqüente de Indaiatuba se deu a partir deste novo local.

ADMINISTRAÇÃO
   Do ponto de vista administrativo, o século XIX foi decisivo para Indaiatuba. Em 1830, além da mudança de denominação (de Cocais para Indaiatuba), houve a elevação do povoado à categoria de Freguesia do Distrito da Vila de Itu (decreto Imperial de 9 de dezembro), em terras desmembradas de Itu, Jundiaí e São Carlos (Campinas). A partir daí, Indaiatuba passou a participar das eleições para a Câmara de Itu e eleger o juiz de paz responsável pela administração da Freguesia. A primeira eleição na cidade aconteceu em 7 de setembro de 1832, no recinto da matriz, como era habitual na época.

   Em 1859, pela Lei Provincial nº 12 de 24 de março, Indaiatuba foi elevada à categoria de Vila, desvinculando-se, portanto, de Itu, e emancipando-se política e administrativamente: constituiu sua própria Câmara Municipal e passou a eleger seus vereadores. A primeira eleição para a Câmara de Indaiatuba ocorreu em 3 de julho de 1859 - sete vereadores foram eleitos, sendo empossados em 31 de julho do mesmo ano.

   Em 1873, com a criação do Termo de Indaiatuba, o município passou a ficar sob a jurisdição de um juiz de fora para resolver suas pendências judiciais.

   Com o advento da República, o poder local começou a ser exercido por duas instâncias distintas: a Câmara Municipal (Legislativo) e a Intendência Municipal (Executivo). Posteriormente, a Intendência foi substituída pela estrutura da Prefeitura e as funções do antigo intendente tornaram-se as do prefeito.

   Em 1906, Indaiatuba foi elevada à categoria de cidade (Lei Estadual nº 1.038). Em 1963, foi criada a Comarca de Indaiatuba (Lei nº 8.050 de 31 de dezembro), desmembrada de Itu; tornou-se Comarca da 2ª Entrância em 1969.

BASES ÉTNICAS
   A formação étnica de Indaiatuba tem raízes históricas portuguesa, africana e indígena. A partir de meados do século passado, com a decadência do regime escravo, chegam os primeiros contigentes de imigrantes alemães, suíços, austríacos, italianos, espanhóis e sírio-libaneses, que vão modificar a estrutura étnica da comunidade indaiatubana. A partir da década dos trinta, neste século, ocorre a imigração de contingentes japoneses.

   O fluxo migratório externo, no entanto, torna-se meramente marginal, desde a década de 60, com a mescla racial se processando de modo gradativo. Muitos são os casos, por exemplo, de casamentos de nisseis ou sanseis com descendentes de pioneiros suíços.

   O crescimento demográfico de Indaiatuba se processa, a partir da década de 60, com a forte corrente migratória interna, oriunda, em maior parte, da região norte do Estado do Paraná e composta, basicamente, de elementos naturais ou descendentes do nordeste do Brasil.

   Os imigrantes: A crise econômica e social, resultante das guerras napoleônicas e dos movimentos sociais, que reivindicavam mudanças nas instituições e nas estruturas da sociedade, e as lutas de fundo religioso, ocorridas na Europa de meados do século 19, bem como a necessidade de substituição do braço escravo, no Brasil, são os fatores principais na contratação de grupos imigrantes europeus para a lavoura de café no interior paulista. Esta progride de forma intensa, principalmente a partir da implantação das interligações ferroviárias com o Porto de Santos.

   Campinas e sua região próxima, transitam do ciclo da cana-de-açúcar para a cultura do café e finalmente para a economia industrial, desenvolvendo-se em níveis culturais e econômicos elevados.

   A imigração suíça ocorre, na região, entre 1852 e 1854. Um dos contingentes, originário do cantão suíço de Obwalden, num total de 26 famílias, é contratado, em 1854, pelo Barão de Jundiaí, Antônio de Queiroz Telles. São escolhidos para, sob o sistema de parceria, trabalharem na lavoura do café da fazenda Sítio Grande, na então Vila de Jundiaí, após desistência do Barão Vergueiro, de Piracicaba, temeroso do envolvimento dos suíços, de fé católica, com outros imigrantes, de credo protestante.

   Em 14 de abril de 1888, uma parte do grupo deixa o Sítio Grande e se estabelece em Helvétia, neste município. Suíços procedentes de outros cantões, por essa ocasião, já se fixavam na agricultura de Indaiatuba.

   Helvétia, na comemoração de seu Centenário, mostrou sua história, sua Igreja - dedicada desde 1899 a Nossa Senhora de Lourdes-, sua escola - de 1893-, e a força de sua comunidade, que contava, em 1891, com 412 habitantes, sendo 228 suíços ou descendentes.

   Os imigrantes suíços e seus descendentes se espalham por toda a região e se integraram plenamente na população interiorana e da capital paulista.

   Um núcleo de 60 famílias alemãs e 3 suecas, provenientes da região norte da Alemanha, foi contratado, em 1850, para cultivo da fazenda Sete Quedas, na então Vila de Campinas. Com financiamento de Dom Pedro II, o Visconde de Indaiatuba, José Bonifácio do Amaral, proprietário da fazenda e amigo do Imperador, foi o responsável pela imigração desse grupo. Em 1862, inicia-se a transferência de famílias para o bairro de Friburgo, alguns quilômetros a oeste do atual aeroporto de Viracopos. Fundam escolas, sociedade e igreja, de culto luterano, ativos desde o último quarto do século 19. Parte dessa região passou a pertencer ao município de Campinas, após a Segunda Guerra Mundial, perdendo Indaiatuba, cerca de 50 KM2 de seu ter-ritório.

   Os descendentes dessa colônia espalharam-se por toda a região e, principalmente, por Indaiatuba, Monte Mor e a própria Campinas, desenvolvendo atividades agrícolas e formando inúmeras fazendas de importância no Estado.

   A imigração alemã continua pelo século 20 adentro, principalmente no período posterior à Primeira Guerra Mundial. Chegam a Indaiatuba até mesmo técnicos industriais qualificados.

   Indaiatuba conta, entre sua população, com significativo contingente de descendentes de alemães e daquelas três pioneiras famílias de origem sueca, integrando a comunidade local e participando de sua evolução.

   Um terceiro contingente de imigrantes, e ainda da Europa, é o representado pelos italianos e descendentes. Seu início de fixação em Indaiatuba é individual, constando o hoteleiro Francesco Schettini como pioneiro da colônia mais numerosa do município. Presume-se que tenha ocorrido por volta de 1887, início da abertura efetiva, por parte do Brasil, da imigração desse contingente.

   A integração do imigrante italiano, em terras do interior paulista, se dá muito rápida e desordenadamente, implicando na perda da memória cultural e histórica. Isso também acontece em Indaiatuba e os fatos iniciais da colônia são desconhecidos. Sabe-se, entretanto, que se fixa-ram tanto na área rural quanto no comércio urbano.

   A colonização árabe é, identicamente à italiana, esparsa e de mesma época e representada por cerca de duas dezenas de famílias, com importante participação no comércio e na sociedade indaiatubana, até os dias atuais. Algumas das principais famílias radicadas em Indaiatuba chegaram em 1909.

   Indaiatuba conta, também, com descendentes de muitas famílias de origem austríaca. Estão completamente integradas na sociedade local.

   Um quinto e último fluxo migratório de importância a se fixar em Indaiatuba, é o contingente japonês, que se inicia em 1935. Os pioneiros se estabelecem em chácaras e sítios ao redor da cidade. O ponto culminante dessa corrente de migração se dá na década de 50, com a implantação de indústrias nipônicas e com o cultivo de tomate, que se torna base da evolução da comunidade japonesa na sociedade indaiatubana.

   A Integração: A integração das colônias de imigrantes ficou definitivamente fixada na memória de Indaiatuba, com a realização das magníficas Festas das Nações, entre 1959 e 1961, com finalidades filantrópicas. Essas Festas representaram um marco para a abertura cultural de nossa sociedade.

   A população de Indaiatuba, conforme demonstrado no quadro sobre a Evolução Demográfica, cresceu muito lentamente até meados deste século, quando passou a se expandir a taxas substancialmente mais elevadas, com previsão de manutenção da tendência até a virada do milênio. A distribuição dessa população, que em 1940 era 25% urbana e 75% rural, inverte-se em 1970 e atinge no final do século a proporção de 95% de moradores na sede do município.

   Em 1906, Indaiatuba foi elevada à categoria de cidade (Lei Estadual nº 1.038). Em 1963, foi criada a Comarca de Indaiatuba (Lei nº 8.050 de 31 de dezembro), desmembrada de Itu; tornou-se Comarca da 2ª Entrância em 1969.
 
fonte: http://www.indaiatuba.sp.gov.br

Publicado em 19/04/2016


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